Danielle Marmer

Danielle Marmer se juntou aos Bruins como assistente de desenvolvimento de jogadores

A ex-atleta, estudante e diretora de desenvolvimento e operações de jogadores da Universidade Quinnipiac, Danielle Marmer, se juntou aos Bruins e foi recebida de braços abertos durante a semana do Development Camp na Warrior Ice Arena, quando ela foi apresentada como assistente de desenvolvimento de jogadores e olheira.

“Eu não sou uma pioneira”, disse Marmer – que se acredita ser a primeira mulher em uma função de operações de hóquei relacionadas ao front office – “há muitas mulheres agora em cargos de liderança na NHL e em outros cargos de desenvolvimento, então eu gosto de pensar em mim como um reforço”.

Marmer, que se juntou aos Bruins na segunda-feira (11), bem a tempo para o Development Camp na Warrior Ice Arena, tem uma longa história nos jogos de hóquei como atleta universitária, treinadora e olheira.

Começando Jovem

Marmer começou a jogar hóquei por volta dos dois anos de idade, dizendo que admirava sua irmã, que era patinadora artística, “minha irmã mais velha fazia patinação artística e eu queria fazer o que ela estava fazendo”, declarou Marmer.

Embora seguir os passos de sua irmã mais velha seja ótimo e tudo mais, Marmer não teve exatamente a graça para os patins brancos.

“Eu mudei para o hóquei quando tinha cinco anos, aparentemente não era uma patinadora muito graciosa”, acrescentou Marmer.

No entanto, a falta de graça não foi um revés, já que ela se destacou no hóquei jogando em times femininos e masculinos, crescendo no rinque que sua mãe administrava, “minha mãe administrava o rinque da minha cidade e eu jogava em times femininos e masculinos”, explicou Marmer, que é natural de Dorset, Vermont.

E quando se trata de enfrentar a adversidade ao praticar um esporte predominantemente masculino, Marmer disse que realmente não notou isso enquanto crescia, e que ficou mais claro para ela apenas mais tarde em sua carreira.

“Minha mãe criou meu próprio vestiário quando eu jogava com os meninos, então eu pensei que era especial por ter meu próprio vestiário privado”, disse ela, “acho que não reconheci”.

Foi só quando Marmer ficou mais velha e lhe contaram histórias de outras mulheres sobre jogar e trabalhar em campos dominados por homens.

Da faculdade à treinadora

Marmer jogou hóquei na Universidade Quinnipiac, onde foi atacante de 2013 até 2017 e graduada em bacharelado em Ciências Jurídicas. Ela jogou em 132 partidas para Quinnipiac e finalizou sua carreira com dois gols, 13 assistências e 15 pontos. Marmer afirmou que foi uma mudança jogar hóquei universitário, e as lutas pelas quais passou como uma atleta-estudante tornaram o papel de treinar e orientar muito mais atraente para ela.

“Minha carreira universitária não começou nada fácil”, disse Marmer, “eu enfrentei muitas adversidades ao longo dos quatro anos, mas especialmente no início. E acredito que enfrentar isso, essa experiência de crescimento, foi o que realmente me levou a querer treinar e a querer esse papel de desenvolvimento de jogadores”.

Alguém que auxiliou Marmer durante a faculdade foi seu treinador, Cass Turner, que ela diz ter mudado sua mentalidade e foi capaz de ajudá-la a ter um impacto positivo em seu time. Quando perguntada sobre algumas coisas que ela teria aprendido com seu mentor e que ela poderia trazer para os Bruins, ela disse que tudo está enraizado na formação de relacionamentos fortes e confiáveis com os jogadores.

“Eu espero manter um relacionamento com os jogadores e reconhecer o que ele precisam”, explicou Marmer, “provavelmente não farei isso tão bem quanto o Cass, mas esse é o meu objetivo, ter um relacionamento realmente forte com os jogadores”.

Embora sua carreira de jogadora estivesse terminando, Marmer começou sua carreira de treinadora como assistente no Connecticut College logo em 2017, onde ela ajudou a liderar o time a um recorde de 15 vitórias no programa e o segundo lugar no New England Small College Athletic Conference – NESCAC, em seu primeiro ano. Ela então voltou para Quinnipiac e serviu como diretora de desenvolvimento de jogadores e operações, o que ela gostou e lhe deu uma experiência valiosa para então entrar na próxima fase de sua impressionante carreira.

Próxima parada: Boston

Com um sólido histórico no hóquei e uma paixão por treinar em suas diversas formas, Marmer se juntou aos Bruins, tornando-se parte do programa de mentoria de diversidade e inclusão, lançado no outono passado.

O diretor associado do Amateur Scouting, Ryan Nadeau, conversou com Marmer pelo zoom uma vez por semana, de setembro a maio.

“Acho que [Nadeau] gostou dos meus relatórios sobre os jogadores e da minha habilidade de falar sobre hóquei”, reconhecendo que ela não entrou no programa esperando nada mais do que experiência, “eu imaginei isso como uma oportunidade de trabalhar na minha capacidade de avaliar os jogadores, mas não tinha intenção de tentar entrar com os Bruins”.

No entanto, seu trabalho durante o programa impressionou tanto os Bruins que os levou a trazer Marmer para uma função de operações de hóquei em tempo integral.

“Diversidade e inclusão são fundamentais para seguir em frente e eu aplaudo o San Jose Sharks [por contratar Mike Grier como general manager]; eu saúdo todos os times que adicionaram diversidade às suas equipes”, disse o general manager dos Bruins, Don Sweeney, “nós não fizemos algo apenas em resposta a isso, nós fizemos algo porque quisemos. Danielle Marmer é alguém que fez parte do nosso programa de diversidade e de inclusão e trabalhou lá por um ano inteiro com a nossa equipe”.

“Nós apenas sentimos que ela se encaixava perfeitamente para onde queríamos ir nessa diretriz, as coisas que ela estava fazendo na Quinnipiac e o que ela poderia aplicar às nossas operações de hóquei. E nós vamos continuar fazendo isso. Nós estamos tentando contratar ótimas pessoas que querem trabalhar para o Boston Bruins e melhorar o nosso time de hóquei e Danielle acrescentou a isso. E qualquer outra pessoa que encontrarmos, da mesma maneira, continuaremos trabalhando firme nessas áreas”, acrescentou Sweeney.

Marmer irá trabalhar de perto com o coordenador de desenvolvimento de jogadores, Adam McQuaid, no Providence, nesta temporada e trará seus anos de experiência para um grupo de jovens jogadores. Marmer também tem algumas ideias próprias, as quais incluem incorporar mais vídeos na rotina de desenvolvimento.

“Espero trazer um pouco mais do aspecto de vídeo para o que eles estão fazendo agora”, afirmou Marmer, “eu também estou esperando me envolver na parte de observação disso também”.

Além de McQuaid, Marmer também passou muito tempo com o restante da equipe na semana do Development Camp dos Bruins e ela está se encaixando perfeitamente.

“A equipe do Bruins tem sido fenomenal”, Marmer disse, “cada pessoa com quem interagi nos Bruins e dentro da organização têm sido incrivelmente acolhedores”.

Embora não tenha sido sua intenção inicial, ter essa oportunidade com os Bruins é um sonho se tornando realidade para Marmer.

“Acho que todos os dias desde o draft eu tive um momento ‘uau’”, declarou Marmer. “Agora é um desses momentos ‘uau’, a coletiva de imprensa com todos aqueles [repórteres] foi um momento ‘uau’. Está acontecendo todos os dias”.

Esta notícia foi traduzida, para ler a original clique aqui.

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