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As principais atletas do hockey feminino

Esse texto faz parte do Especial Mês da Mulher, onde iremos trazer informações sobre jogadoras que fizeram história no mundo do hockey feminino, as pioneiras do esporte, sobre ligas femininas e muitas outras curiosidades e histórias incríveis de mulheres que fazem parte da comunidade. Ao longo de todo o mês de março, estaremos trazendo conteúdos no Instagram, no Twitter e aqui, no nosso site!

No texto de hoje, iremos falar sobre algumas atletas do hockey feminino!


Esse texto será apenas uma introdução, já que existem diversas ligas de hockey feminino pelo mundo no qual diversas atletas brilham até hoje. O hockey é jogado por mulheres há muito, muito tempo. Porém, a falta de encorajamento, preconceito e sexismo do passado refletem até hoje na falta de estrutura possíveis de ver nas ligas ao redor do mundo.

Todavia, mesmo com essa desvantagem, isso não impediu mulheres de se tornarem incríveis atletas.

Angela James

Um das maiores atletas do hockey feminino, Angela James é uma ex-atacante de hockey canadense. Em sua carreira, ela jogou em diversos times na Liga Feminina de Ontário (COWL), desde sua fundação em 1980 até 1998 e terminou sua carreira na National Women ‘s Hockey League (NWHL, a que parou de existir em 2007). Ela foi eleita a MVP da Liga seis vezes. 

A primeira vez que James representou o Canadá internacionalmente foi em um campeonato mundial feminino não sancionado em 1987. No entanto, em 1990, ela disputou o Campeonato Mundial Feminino da Federação Internacional de Hockey no Gelo (IIHF). Lá, ela estabeleceu um recorde de 11 gols, o que levou o Canadá à medalha de ouro. Ela jogou em três campeonatos mundiais adicionais, ganhando medalhas de ouro em 1992, 1994 e 1997. 

Reprodução Twitter/@angelajames8

Ela nunca jogou em uma Olimpíada, algo que gerou controvérsias, pois ela foi deixada de fora da equipe para o primeiro torneio olímpico de hockey feminino em 1998. Enfim, fora a carreira no hockey, James é árbitra certificada no Canadá e treinadora. Junto com Cammi Granato e Geraldine Heaney, elas se tornaram as primeiras mulheres a irem para o Hall da Fama de Hockey no Gelo Internacional.

Kendall Coyne Schofield

Kendall Coyne Schofield é uma das maiores jogadoras do hockey feminino. A americana representa a seleção americana de hockey, e é associada à PWHPA. Antes, ela jogava pelo Minnesota Whitecaps, onde conquistou a Isobel Cup em 2019. Com a seleção nacional, ela conquistou seis medalhas de ouro no Campeonato Mundial Feminino da IIHF e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018.

Reprodução/Chicago Tribune

Ela foi a primeira – e única – mulher que participou da demonstração de habilidades do All-Star da NHL, em 2019. Schofield competiu com sete outros jogadores no desafio de velocidade.

Michelle Karvinen

Michelle Karvinen é natural da Dinamarca, porém, ela representa a seleção Finlandesa. Considerada uma das melhores atacantes ativas no hockey, ela detém o recorde de pontos em uma única temporada na Liga Sueca de Hockey Feminino, em inglês, SDHL.

Foto por Bildbyrån

Além disso, é a maior artilheira do Luleå HF/MSSK. Ela ganhou três campeonatos SDHL e dois campeonatos na Liga Finlandesa de Hockey, bem como uma medalha de bronze olímpica.

Marie-Philip Poulin

Poulin é uma atacante, atualmente associada ao PWHPA e que atua como capitã da Seleção Feminina do Canadá. Ela é conhecida por ter marcado o gol da vitória na final das duas primeiras Olimpíadas em que competiu, em 2010 e 2014.

Foto por Vincent Ethier

Ela liderou a Seleção como capitã à medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018. Além de suas conquistas internacionais, ela também ganhou a Clarkson Cup da CWHL (Liga Canadense de Hockey Feminino)  duas vezes com as Les Canadiennes de Montréal e foi nomeada a MVP da Liga três vezes.

Hilary Knight

Hilary Knight é uma atacante americana que atua pelo PWHPA e pela a Seleção Feminina dos Estados Unidos de hockey no gelo. Ela já jogou pelos Les Canadiennes de Montreal da CWHL e pelo Boston Pride da NWHL, com quem ganhou a Taça Isobel na primeira temporada da liga.

Foto por Harry How/Getty Images

Além disso, Hilary jogou pelo Wisconsin Badgers, bem como pelo Choate Rosemary Hall, na University of Wisconsin. Em seu primeiro ano Knight ajudou a equipe a ficar em segundo lugar nos campeonatos da NCAA. Com a seleção dos Estados Unidos, ela conquistou sete medalhas de ouro no Campeonato Mundial Feminino da IIHF e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018.

Manon Rhéaume

Manon Rhéaume foi a primeira goleira a jogar com uma equipe da NHL, pelo Tampa Bay Lightning, e tem esse título até hoje. Contudo, a canadense também teve uma extensa carreira, jogando em ligas profissionais menores masculinas e femininas.

Foto do Comitê Olímpico Canadense

Com a Seleção Feminina do Canadá, ela ganhou medalhas de ouro no Campeonato Mundial Feminino IIHF em 1992 e 1994, e medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1998. Por fim, Manon era considerada uma goleira agressiva que sabia lidar bem com o disco. Nas Olimpíadas de 1998 em Nagano, ela foi considerada a melhor goleira da competição.

Yekaterina Smolentseva

Yekaterina Smolentseva fez parte da equipe Olímpica Russa nos Jogos de Torino em 2006. Desde então, ela se tornou o maior poder ofensivo da seleção nacional, liderando o time em pontos em cada um dos últimos três Campeonatos Mundiais (2007, 08 e 09).

Reprodução/The Hockey Writers

Em 2014, nos Jogos Olímpicos de Inverno realizados em seu país natal, em Sochi, Smolentseva marcou dois gols e fez quatro assistências. Ela joga atualmente pelo HC Agidel Ufa, e já teve passagem pelo Connecticut Whale (NWHL). 

Meghan Agosta

Meghan Agosta é uma atacante canadense. Sua carreira com a Seleção Feminina do Canadá data desde 2006 e ela possui 3 medalhas de ouro nas Olimpíadas, nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006, 2010, Sochi 2014.

Foto por Harry How/Getty Images

Em 2018, ela ganhou a medalha de prata. Nos Jogos Olímpicos de 2010, Agosta foi nomeada MVP. Ela ainda é multi-medalhista no Campeonato Mundial Feminino com duas medalhas de ouro e seis pratas.

Riikka Sallinen

Riika Sallinen, finlandesa, é considerada uma das maiores jogadoras da Europa. Mesmo após se aposentar, ela continua sendo a maior artilheira em Campeonatos Mundiais e em Olimpíadas.

Foto por Vesa Pöppönen/AOP

Ela passou dezesseis temporadas com a equipe nacional finlandesa, ganhando duas medalhas de bronze olímpicas, uma de prata no Campeonato Mundial e seis de bronze, e três medalhas de ouro no Campeonato Europeu. Enfim, em 2007, Sallinen foi uma das duas primeiras mulheres a entrar no Hall da Fama do Hockey na Finlândia, junto com a defensora Marianne Ihalainen.

Florence Schelling

Florence Schelling é uma ex-goleira suíça de hockey. Em 2020, ela fez história ao ser nomeada a primeira general manager mulher em qualquer liga profissional de hockey do mundo, pelo SC Bern, que compete na Liga Suíça de Hockey.

Foto por Picture-alliance/KEYSTONE/G. Ehrenzeller

Durante sua carreira como atleta do hockey feminino, Schelling competiu com a equipe de hockey suíça, participando dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006, 2010 e 2014. Em 2014, ela ganhou a medalha de bronze, e foi nomeada MVP da competição. No draft de 2014 da CWHL, ela foi selecionada pelo Montreal Stars. Contudo, ela optou por jogar a temporada com o Brampton Thunder.

Cammi Granato

Cammi Granato talvez seja a jogadora americana mais importante para a história do hockey feminino. Quando ela se aposentou, em 2008, Granato detinha quase todos os recordes americanos individuais no hockey feminino. Em 205 jogos na carreira pela seleção nacional, ela marcou 186 gols, 157 assistências e 343 pontos.

Foto de Getty Images

Sob sua capitania e liderança, a equipe dos EUA ganhou ouro olímpico em 1998, prata em 2002 e ouro no Campeonato Mundial de 2005. A única jogadora americana a participar de todos os campeonatos mundiais femininos oficiais de 1990 a 2005, sua presença no rinque fez com que o hockey feminino tivesse outra projeção mundial e inspirasse gerações de meninas que sonhavam em jogar.

Atualmente, Granato foi contratada por Seattle Kraken para ser olheira de jogadoras, se tornando a primeira mulher nessa posição na NHL.

Jenni Hiirikoski

Jenni Hiirikoski, defensora, ajudou a Finlândia a ganhar a medalha de bronze no Campeonato Mundial Feminino da IIHF em seis ocasiões. Ela também desempenhou um papel fundamental na conquista da medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 2010 e 2018 em Vancouver e PyeongChang, sendo a melhor defensora em 2018.

Foto de Andre Ringuette/ HHOF-IIHF images

Ela é capitã do Luleå HF / MSSK na Liga Sueca de Hockey (SDHL) e da seleção nacional finlandesa. Atualmente, ela é a terceira maior artilheira de todos os tempos entre os defensores do SDHL e a terceira maior artilheira de todos os tempos do Luleå, vencendo dois campeonatos do SDHL com o clube. Por fim, ela foi nomeada Defensora do Ano do SDHL duas vezes.

Guo Hong

Guo Hong é uma ex-goleira chinesa, tendo participado da Seleção Chinesa de Hockey. Durante sua carreira na equipe nacional, ela representou a equipe por mais de dez anos. Ela seria a grande responsável por levar a equipe ao 4° lugar no Campeonato Mundial Feminino IIHF de 1994 e 1997. Por isso, ela foi apelidada de “Grande Muralha da China” por seu talento nas redes.

Foto por Donald Miralle

Seu maior feito foi ter parado 38 de 39 chutes no Torneio da Orla do Pacífico de 1996 contra o Canadá. Porém, seu time viria a perder por 1-0. Nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2002, ela registrou uma save percentage de 88,79 – o maior recorde de todas as goleiros do evento. Por fim, ela se aposentou em 2004 devido a lesões nas costas.

France St. Louis

France St. Louis é, atualmente, treinadora de hockey e jogadora aposentada. Ela jogou pela Seleção do Canadá por quase uma década, ganhando medalhas de ouro em cinco campeonatos mundiais da IIHF.  Nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1998, ela participou da seleção que ganhou a medalha de prata. O primeiro campeonato feminino que ela participou foi o torneio não oficial de hockey feminino, em 1987.

Foto de Hockey Canada

Ela se aposentou logo após os Jogos Olímpicos de 1998, aos 40 anos,  como uma das mais experientes e condecoradas jogadoras de hockey internacionalmente.  Então, ela criou a própria escola de hockey. Ela atuou como consultora do programa de hockey no gelo feminino do Montreal Carabins de 2008 a 2016 e atualmente leciona no Cégep du Vieux Montréal.

Jocelyne Lamoureux & Monique Lamoureux

As jogadoras gêmeas americanas possuem uma lista grande de feitos no hockey. Jocelyne começou a carreira nas ligas de base até chegar no hockey universitário, sendo líder de pontuação da NCAA de 2012. Ela também possui vários títulos do Campeonato Mundial Feminino da IIHF. Nos Jogos Olímpicos de 2018 em PyeongChang, Jocelyne Lamoureux marcou o gol da medalha de ouro na disputa de pênaltis.

Foto por Mike Ehrmann/Getty Images

Já Monique foi quem empatou a partida no final do terceiro período, que forçaria a prorrogação e eventualmente os penaltis. Assim como sua irmã, Monique ja foi várias vezes campeã do Campeonato Mundial Feminino da IIHF e duas vezes medalhista de prata nos Jogos Olímpicos.  Enfim, no draft de 2014 da CWHL, Monique Lamoureux foi selecionada pelo Boston Blades. Eventualmente, Monique ganharia a Clarkson Cup em 2015.

Antes de se aposentarem em 2021, elas faziam parte da PWHPA, a associação de atletas que exigem igualdade salarial e condições justas de trabalho.

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